sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

#RESENHA: O Diário de Anne Frank

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“Você só conhece mesmo uma pessoa quando tem com ela uma briga. Só então pode avaliar seu verdadeiro caráter!”
O Diário de Anne Frank é uma obra composta de relatos de uma menina judia que se vê escondida em um prédio de escritórios com seus pais, sua irmã e outra família de judeus, no período da Segunda Guerra Mundial.
A obra é sensacional e fornece alguns detalhes sobre a própria Guerra, a qual nos é revelada do ponto de vista de uma garota que passa boa parte de sua adolescência, vive suas transformações e a puberdade isolada do restante da sociedade. Os dramas adolescentes são intensificados pelo horror que a Guerra causou naqueles que mais afetou.
Anne Frank é uma menina extremamente esperta e inteligente, apesar da pouca idade. Ela constrói pensamentos sucintos e interessantíssimos em seu diário, como, por exemplo, a formação do caráter. No entanto, como a maioria dos adolescentes, é rebelde, além de descrever os membros de sua família (principalmente sua mãe) de forma defeituosa, sobremaneira no início do diário, quando conta com apenas 11 anos. Ao longo da leitura, podemos perceber o amadurecimento da menina. Não obstante, acredito que uma pequena parte do diário não deveria ter sido publicada em respeito à memória de Anne por revelar detalhes muito íntimos sobre ela.
Ademais, os relatos de Anne Frank me ensinaram que é preciso ter esperança, sobretudo quando estamos cercados das situações mais desfavoráveis à eclosão desse sentimento.
Anne me ensinou que precisamos ser equilibrados e ponderar nossas faltas.
Que devemos ser sensíveis às necessidades alheias, sobremodo quando e quanto mais nos custar.
Ensinou-me que devemos ser firmes de caráter e lutar pelos nossos ideais.
Que não somos perfeitos, bem como a nossa visão de mundo não é.

E, acima de tudo, Anne Frank me ensinou que devemos viver um dia de cada vez.